Reabilitação Auditiva

O intuito da reabilitação auditiva é desenvolver ou devolver a capacidade de percepção auditiva ao indivíduo portador de deficiência auditiva, com auxilio de dispositivos que possam amplificar o som. Dentre esses, citamos o Aparelho de Amplificação Sonora e o Implante Coclear.
O desenvolvimento da percepção de fala e aquisição de linguagem, bem como, o sucesso da reabilitação auditiva depende de alguns fatores determinantes como: tempo de privação auditiva, etiologia, engajamento do paciente e da família, entre outros.
Depois de detectada a Deficiência Auditiva (DA) convém agilidade no início da reabilitação auditiva, visto que temos períodos de prontidão para o aprendizado e fatores, como privação auditiva, que podem interferir no processo de reabilitação.
O Implante Coclear é uma alternativa para os pacientes com Deficiência Auditiva profunda bilateral, que não se beneficiaram do AASi quando associado ao acompanhamento fonoaudiológico efetivo. O implante Coclear deve ser indicado com extrema segurança pela equipe multiprofissional, de acordo com critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde e adaptados pelo serviço.
A reabilitação no implante coclear tem início na ativação dos eletrodos e na realização do mapeamento. Não difere da reabilitação do deficiente auditivo adaptado ao aparelho de amplificação sonora.
Todos os pacientes, independente da época de instalação da deficiência auditiva, dependem para que seus resultados sejam positivos da eficácia do treinamento auditivo formal e do engajamento nas atividades orientadas. Engajamento esse, da família e do paciente.
As DAs são classificadas de acordo com a aquisição de linguagem, e a capacidade de leitura, ou seja, linguagem oral e escrita. A DA Pós-lingual surge quando a criança já fala e lê, em geral não ocorre regressão da linguagem pela privação auditiva, pois temos o apoio da leitura. A DA Pré-lingual é caracterizada pela total ausência de memória auditiva, sendo por isso a extrema dificuldade na estruturação da linguagem oral na criança.
Não há dúvida que dispositivos auxiliares de audição (AASI e IC) associados a métodos de educação ou reabilitação auditiva corretos e sistemáticos, têm oferecido grandes contribuições para o deficiente auditivo, principalmente quanto à comunicação oral. A reabilitação é norteada pelo treino das habilidades auditivas, ou o treino auditivo para o desenvolvimento da percepção auditiva e aquisição de linguagem (crianças). Como temos o auxilio de um dispositivo eletrônico que devolve a sensação auditiva ao paciente, faz-se necessário dar funcionalidade a essa sensação.
Indivíduos com DA severa e profunda precisam aprender a ouvir (ou aprender novamente) após o implante. O ouvir nesse caso, não envolve apenas a percepção auditiva, mas a compreensão do estímulo, principalmente da fala. Todos os pacientes, independente da época de instalação da DA, dependem para que seus resultados sejam positivos da eficácia do treinamento auditivo formal e do engajamento nas atividades orientadas, por ele e, principalmente, pela família, fora do ambiente terapêutico.

Fonoaudióloga: Carla Alessandra Scaranello Domingues